No passado dia 28 de Novembro, tive a oportunidade
de dinamizar um pequeno Workshop, subordinado ao tema da Procura Ativa de
Trabalho, na Junta de Freguesia de Coração de Jesus (freguesia urbana do
concelho de Viseu). Esta iniciativa teve como promotoras as Estagiárias do
curso de Licenciatura em Educação Social da Escola Superior de Educação de
Viseu que desenvolvem um trabalho muito criativo e dinâmico.
O objetivo deste artigo é apenas partilhar a
experiência que considero ser muito enriquecedora e de consciencialização da
realidade de trabalhadores não qualificados, que vivem o desafio permanente da
procura de um trabalho.
Ao questionar as áreas de interesse, os
participantes manifestaram a sua vontade em trabalhar em qualquer uma delas,
salvaguardando as suas experiências anteriores que se podem traduzir em
mais-valias para as empresas.
Foi interessante sob o ponto de vista pessoal estar
junto a estas pessoas. Realizou-me o facto de puder estar a ouvir as suas
necessidades, as suas expetativas (ou ausências delas), mas essencialmente a
esperança que as pessoas têm. Não porque pensam que um dia a situação do país
irá mudar, mas sim porque acreditam no seu potencial, nas suas competências que
pretendem (e encontram-se) atualizar, através de cursos de formação.
Como Educador Social senti que este trabalho de
reciclagem de competências, de capacitação das pessoas, do aperfeiçoamento e
aquisição de novos saberes, de motivação é fundamental para quem se encontra
neste tipo de situação.
Quem melhor que o/a Educador/a Social para capacitar este tipo de
pessoas?
Somos ou não somos os técnicos da relação?
Somos ou não somos os técnicos de terreno?
Exploramos ou não o conceito de empowerment?
Uma reflexão que deixo é que a formação vale sempre
a pena. Existem conceitos que dominamos na perfeição e que pensamos ser
transversais a todas as pessoas. No entanto, mexer num computador, refletir
acerca da nossa atitude relativamente à procura ativa de trabalho, cuidar da
nossa imagem, vender o nosso produto, entre outras competências são desconhecidas
da maior parte das pessoas com quem tive a oportunidade de trabalhar naquelas
duas horas. Em contrapartida, eles possuem um saber-fazer inquestionável, isto
é, uma experiência acumulada ao longo de vários anos de trabalho. Importa não
esquecerem que o Mundo é dinâmico e os desafios são constantes. Hoje não somos
cidadãos da nossa freguesia, mas sim do Mundo inteiro. Muitas vezes teremos de
fazer um esforço para nos integrarmos em certas práticas. Foi referido por um
dos participantes que nunca iria aderir ao facebook,
mas o que é certo é que, quer gostemos ou não, teremos de marcar presença e
zelar pela nossa imagem virtual.
Deixo, por fim, um apelo. Existem imensas tarefas
que podemos desempenhar na nossa sociedade em prol do seu desenvolvimento. Umas
vezes de modo remunerado, outras de forma voluntária. Todavia, o importante é
não parar. Não deixar de produzir atitude de ação-reflexão-ação ou não
seriam(os) técnicos de investigação-ação, algo que nos diferencia de outros
técnicos.
Nós, estagiárias de E.S da J.F.Coração de Jesus vimos por este meio agradecer a tua disponibilidade.
ResponderEliminarFoi sem dúvida enriquecedor para todos os presentes e até para nós, que de certa forma, já ansiamos pelo nosso futuro.
Obrigada colega!